movimento Primeiro de Março

Imagem: http://indianexpress.com/

O Movimento Primeiro de Março, ou Movimento Samil (que literalmente significa “Três-Um” –  Movimento 3.1) foi uma das primeiras demonstrações públicas da resistência coreana durante a ocupação japonesa. 

O movimento Primeiro de Março, também conhecido como Demonstrações Manse (만세), foi inspirado no discurso do Presidente Woodrow Wilson, feito na Conferência de Paz de Paris em janeiro de 1919, onde afirmou que as nações têm o direito de escolher livremente a sua soberania e estatuto político internacional sem coerção externa ou de qualquer interferência externa.

O movimento começou com a promulgação da Declaração da Independência e sua leitura pública no Pagoda Park (Seul) em 1 de Março de 1919. A um sinal pré-estabelecido, a declaração também foi lida publicamente em mais de 1.500 lugares por toda Coreia. Após a leitura pública da declaração, a multidão marchou pelas ruas gritando “Viva a independência da Coreia! (Manse – 만세)” e, gradualmente, as manifestações pela independência se espalharam para o interior e eventualmente por todo o país.

O Movimento Primeiro de Março resultou em uma grande mudança na política imperial em relação à Coreia. O Governador-General Hasegawa Yoshimichi aceitou a responsabilidade pela perda do controle e foi substituído por Saito Makoto. Alguns dos aspectos do domínio japonês considerado mais desagradável aos coreanos foi removido. A polícia militar foi substituída por uma força civil e uma liberdade de imprensa limitada foi permitida sob o que foi chamado de ‘política cultural’. As mulheres também encontraram novas oportunidades após o movimento para expressar suas opiniões pela primeira vez na Coreia.

Em reconhecimento à importância histórica do Samil Chul no dia 1 de Março de 1949, a data foi declarada como feriado nacional.

Apesar de declararem sua independência, a Coreia só se libertou da ocupação japonesa no dia 15 de agosto de 1945, em um feriado chamado Gwangbok.

Fonte: Bom dia Seul, Wikipedia

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About Jessica

Editora Chefe (Belo Horizonte - MG) Jornalista por formação e comunicóloga por vocação. Tão apaixonada pela cultura coreana, que fala e escreve sobre ela o tempo todo. Trabalha a finco para quebrar os pré conceitos que se existe em relação a Coreia.

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