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Imagem: http://hangukcomacai.blogspot.com.br/

Um dos maiores orgulhos dos coreanos é a estrutura médica à disposição deles. Poucos países no mundo têm um sistema único de saúde (SUS) como o da Coreia. Ele é chamado de National Health Insurance (NHI) e o usuário pode visitar praticamente qualquer hospital ou instituição de saúde do país, inclusive as de medicina tradicional coreana (haneui-won ou 한의원), acupuntura e quiropraxia e o governo cobre 70% dos custos.

Além de a consulta não ser gratuita, ainda é descontado um percentual do salário do chefe da família todo mês, de acordo com determinada faixa salarial, mas a redução do preço não é o único benefício: eles também têm direito a um check-up gratuito completo, inclusive no melhor hospital coreano, a cada dois anos.

Estrangeiros também podem se inscrever, principalmente os que trabalham ou estudam no país, com algum visto válido, mas quem não tem esposa ou marido nativo paga mais impostos que os coreanos. Além disso, em caso de filhos nascidos no país, mas com dificuldade para arcar com a taxa, o governo banca o valor integral.

Para a inscrição, é preciso ter um cartão de estrangeiro (ou Alien Registration Card). Depois de enviar toda a documentação necessária, como cópia do passaporte, visto e a conta para o pagamento do imposto, eles enviam, na mesma semana, o cartão do “SUS”. E o usuário pode começar a usar o sistema imediatamente após o recebimento.

Os benefícios são maiores para quem está grávida. A taxa de natalidade está caindo a cada ano na Coreia, por causa da maior independência feminina e das mudanças no planejamento familiar, o que diminuiu a quantidade de filhos por família. Assim, o governo incentiva a fecundidade, com subsídios para cobrir os custos com a maternidade.

É oferecido um cartão no valor de 500 mil won (≅ mil reais), que pode ser usado durante todo o pré-natal, o que financia integralmente as consultas, exames, remédios, inclusive ultrassonografia em 3D. Em relação ao parto, a cobertura é de até 500 mil won (≅ mil reais). Em caso de cesárea agendada, a pessoa tem que arcar com todos os custos, que podem chegar a 5 milhões de won (≅ 10 mil reais).

:: Histórico ::

O governo coreano implantou esse National Health Insurance (NHI) ou Sistema Único de Saúde (SUS) em 1977, baseado no modelo japonês. Nesse intervalo de tempo, mesmo passando por problemas financeiros, o país conseguiu manter a qualidade da prestação do serviço e ainda ampliou seu alcance.

No início, apenas instituições com mais de 500 empregados tinham direito ao subsídio do governo. Mas, a partir da década de 1990, todos os coreanos passaram a poder se beneficiar. Hoje, a Coreia conseguiu alcançar determinada estabilidade para manter a qualidade dos serviços médicos oferecidos.

Não deixe de acompanhar meu blog,onde conto mais sobre minha experiência na Coreia.

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About Ariane Annunciação

Ariane Annunciação (Rio de Janeiro) – jornalista, estudante de História e tradutora freelancer, casada com um coreano, dorameira e apaixonada pela cultura oriental. Morou na Coreia por dez meses entre 2013 e 2014 e mantém um blog sobre sua experiência no país, o http://hangukcomacai.blogspot.com.br/

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